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30
Jul
09

mapa etno-musical de portugal

http://cvc.instituto-camoes.pt/conhecer/mapa-etno-musical.html

10
Jun
09

Cantar de Emigração (Adriano Correia de Oliveira)

Cantar de Emigração

Introdução para duas guitarras clássicas (clique sobre a foto para descarregar a partitura)

Música: José Niza
Letra: Rosália de Castro
Intérprete:  Adriano Correia de Oliveira

Em                            G
Este parte, aquele parte
C          Am           D
e todos, todos se vão
D           B7            Em
Galiza ficas sem homens
C                    Am                B7
que possam cortar teu pão

Tens em troca
órfãos e órfãs
tens campos de solidão
tens mães que não têm filhos
filhos que não têm pai

Coração
que tens e sofre
longas ausências mortais
viúvas de vivos mortos
que ninguém consolará

04
Maio
09

Vasco Granja

Vasco Granja

Vasco Granja

A todos nós os que crescemos com ele, deixa saudades.

17
Abr
09

Documentário

Hoje à noite passa um documentário sobre a Crise Académica na RTP Memória.

http://ww1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=25058&e_id=&c_id=9&dif=tv

17
Abr
09

Passam hoje 40 anos da Crise Académica de 69

Tive muitas aulas na sala “17 de Abril” do Departamento de Matemática, ignorante que era sobre o significado desta data e daquele espaço. Ali, tirava freneticamente apontamentos na aula de Álgebra Linear do “Zezinho” – assim carinhosamente lhe chamávamos pela forma tímida como virava os quadros – e dei os primeiros passos no Cálculo Integral.

Hoje já sei talvez mais um pouco. O pouco para sentir que as fotos de Maio de 69 que estão hoje espalhadas pelos bares da AAC pecam por defeito no relato desse período tão interessante. Foi sem dúvida um momento alto da história portuguesa, onde se mostrou que os estudantes em Coimbra faziam os mais declarados esforços por aproximar Portugal do mundo civilizado, exigindo maior liberdade, a reintegração de professores expulsos, a participação dos estudantes nos órgãos de gestão da universidade e a democracia. Aqui fica um video com fotos da altura e um texto que há tempos se encontrava no site da DG AAC.

“Há momentos que passam. Há outros que fazem a História. Entre 1965 e 1968 a Associação Académica de Coimbra foi liderada por uma Comissão Administrativa nomeada pelo Governo. Durante essa fase os estudantes foram impedidos de participar no Senado e Assembleia da Universidade de Coimbra.

Após um abaixo-assinado, subscrito por 2500 estudantes pedindo eleições livres na AAC, realizaram-se novamente eleições para a Académica em Fevereiro de 69. Deste acto eleitoral saiu vencedora a lista do Conselho das Repúblicas, com 75% dos votos.

Um mês mais tarde a DG/AAC é convidada para a cerimónia de inauguração do edifício das Matemáticas, não só aceitando o convite, como manifestando a intenção de interferir na referida cerimónia.

Essa pretensão, comunicada ao Reitor de então, foi liminarmente recusada já que “O Reitor, que iria discursar, já representava a Universidade” e a intenção dos estudantes falarem prejudicaria as “prescrições protocolares”.

Na manhã de 17 de Abril de 1969, em frente ao Edifício das Matemáticas, milhares de estudantes mostravam palavras de ordem “Ensino para todos”, “Estudantes no Governo da Universidade”, “Exigimos diálogo”.

No interior do Edifício, Alberto Martins, Presidente da DG/AAC pede a palavra ao Presidente da República, Américo Tomás “Sua Ex.ª, Senhor Presidente da República, dá-me licença que use da palavra nesta cerimónia em nome dos estudantes da Universidade de Coimbra?” A palavra foi-lhe negada e a cerimónia terminada abruptamente.

Nessa mesma noite, Alberto Martins é detido à porta da Associação Académica de Coimbra. Centenas de estudantes são nessa noite alvo de uma carga policial à frente da PIDE, para onde se haviam mobilizado em solidariedade para com Alberto Martins. Vários episódios de luta, unidade e solidariedade se seguiram por parte dos estudantes da Universidade de Coimbra. O Governo respondia com mais censura, opressão e perseguição aos desalinhados do regime.

Neste dia, se calhar como nunca no passado, a Academia de Coimbra soube dizer não perante um regime e uma sociedade injustas e desiguais. Talvez aqui, tenha sido o início do fim do regime.

Em resposta a todo este clima, a Academia reúne em Assembleia Magna, no ginásio da AAC com a presença de milhares de estudantes e dos professores Orlando de Carvalho e Paulo Quintela. Assim, é decretado o luto académico sob a forma de greve às aulas, transformadas em debate sobre os problemas dos departamentos e das Faculdades da Universidade de Coimbra, bem como do País.

No dia 30 de Abril, numa comunicação televisiva, o Ministro da Educação Nacional, José Hermano Saraiva, acusava os estudantes de desrespeito, insultos ao Chefe de Estado e do crime de sediação. Conclui, a dizer “que a ordem será restabelecida em Coimbra”.

Neste contexto, cerca de 4000 estudantes marcaram presença na Assembleia Magna que se realizou no Pátio dos Gerais, no dia 1 de Maio, repudiando juntamente com o corpo docente, as afirmações do Ministro da Educação Nacional e reafirmando a convicção na construção de uma Universidade nova.

De seguida, por despacho de José Hermano Saraiva, verificava-se o encerramento antecipado da UC até ao início dos exames. Deste modo, a Assembleia de Estudantes Grelados deliberava cancelar a Queima das Fitas num acto de solidariedade para com a Academia e dirigentes associativos suspensos. “Jamais aceitaremos que a alegria se confunda com a irresponsabilidade…”, dizia o comunicado.

No dia 28 de Maio, na maior Assembleia Magna da história da Academia com a presença de cerca de 6 mil estudantes, é decretada a abstenção aos exames. Foi ainda deliberada a “Operação Flor” e a “Operação Balão”, em que flores e balões eram distribuídos como forma de protesto enquanto não se procedesse ao levantamento das suspensões e dos processos de inquérito, exigindo-se ainda que não fossem marcadas faltas durante o luto académico.

No início da época de exames, dia 2 de Junho, Coimbra acorda sitiada. Destacamentos da GNR, PSP e da Polícia de choque ocupam a Universidade.

No final da Taça de Portugal entre a Académica e o Benfica, no dia 22 de Junho, o jogo transformou-se em manifestação contra o regime e cerca de 35 mil comunicados foram distribuídos à sociedade civil, nos quais estavam expostas as razões da luta estudantil. Excepcionalmente, o jogo não foi transmitido pela RTP e pautou-se pela ausência do Presidente da República.

No mês de Julho, o Governo alterava a lei de adiamento da incorporação militar de modo a fazer depender da prorrogativa “o bom comportamento escolar” do estudante. Ao abrir da nova legislação, meia centena de estudantes eram chamados ao serviço militar.

A crise académica de Coimbra tinha conduzido a uma remodelação política no sector educacional do governo. O Ministro da Educação Nacional é demitido e substituído por Veiga Simão. Na Universidade de Coimbra, Gouveia Monteiro é o escolhido do novo ministro para o cargo de Reitor, numa tentativa de pacificação da situação académica. Deste modo, abria-se o caminho às reformas e democratização das estruturas universitárias que, cinco anos mais tarde, o 25 de Abril de 1974 viria consagrar.”

16
Abr
09

Concerto para guitarra e orquestra de villa-lobos

Concerto Caixa Geral de Depósitos
( 133º Aniversário da CGD )

Sábado, 18 Abril – 21h30
Concerto
Orquestra Clássica do Centro
Rui Namora – Guitarra Clássica
Maestro – Virgílio Caseiro

ENTRADA LIVRE

Programa

1ª Parte

Abertura “As Hébridas” Mendelsshon

Concerto para Guitarra e Orquestra H. Villa-Lobos
Allegro preciso/Andantino e Andante/
Allegreto non troppo

2ª Parte

Sinfonia nº 101 em Ré M, O Relógio J. Haydn
Adágio,Presto/Andante/Menuetto/Finale,Vivace

ORQUESTRA CLÁSSICA DO CENTRO

Em 2001, surge a Orquestra de Câmara de Coimbra, constituída em moldes profissionais e composta por 25 elementos, um projecto considerado de superior interesse cultural pelo Ministério da Cultura e, como tal, abrangido deste então pela lei do Mecenato Cultural (actual Estatuto dos Benefícios Fiscais).
Tendo por maestro titular desde a fundação o Dr. Virgílio Caseiro, em 2002 a Orquestra passou a ser composta por 32 elementos, sendo esta ainda a sua actual constituição.
Em 2003, nos cerca de 60 concertos que tiveram lugar em toda a Região Centro, destacaram-se os realizados em monumentos arquitectónicos da cidade e concelho de Coimbra, no âmbito do projecto “Mo(nu)mentos Musicais”. Neste ano esteve também presente na entrega do Prémio Pessoa ao Sr. Prof. Doutor Gomes Canotilho.
Em 2004, viu aprovada por unanimidade, em Assembleia-Geral, a alteração do nome para Orquestra Clássica do Centro (OCC). Desde esse ano tem beneficiado do apoio financeiro do Instituto das Artes, no âmbito dos apoios concedidos a projectos profissionais. 2004 foi ainda o ano em que constituiu uma Comissão de Honra, da qual fazem parte, entre outras individualidades e instituições, os Governadores Civis de Coimbra, Viseu, Leiria e Guarda, os Presidentes de 40 Câmaras da Região Centro, Sua Ex.ª Rev.ª o Bispo de Coimbra, o Magnífico Reitor da Universidade de Coimbra, Ordens Profissionais dos Engenheiros, dos Médicos, dos Enfermeiros, dos Farmacêuticos e Advogados.
A OCC conta com o superlativo apoio da Câmara Municipal de Coimbra. São mecenas da OCC – a Caixa Geral de Depósitos, os jornais “Diário de Coimbra” e “Diário As Beiras”, Paul Stricker Ldª entre outros.
A OCC continua personalizadamente entregue ao cumprimento dos objectivos a que desde a fundação se propôs, com especial empenho na divulgação e promoção da realidade etnomusicológica da Região Centro e da canção coimbrã.
Conseguindo uma vasta e intensa implementação regional, com o alargamento da sua actividade a câmaras e distritos mais diferenciados, passou a contar ainda com o contributo solístico e de regência de notáveis figuras do nosso panorama musical, encontrando também meios para, pontualmente, produzir concertos com uma densidade tímbrica e orquestral sinfónica. Organizou concursos e conferências para além das actividades exclusivamente concertísticas, destacando-se o trabalho realizado em colaboração com o Governo Civil do Distrito de Coimbra em projectos conjuntos como “A Floresta também é Património” ou “Encontros com o Património”. Ainda no âmbito das comemorações do ano para a igualdade de oportunidades realizou vários concertos e conferências contando nomeadamente com a presença do Dr. Fernando Nobre e do Dr. Mário Soares, entre outros.
Por considerarmos como ex-libris de Coimbra e de Portugal, no seu todo, a Canção de Coimbra e a Guitarra Portuguesa, no historial da OCC incluímos iniciativas já realizadas sobre esta temática, nomeadamente o Festival “Cantar Coimbra” (tratamento orquestral da canção de Coimbra), realizado em 2004, no Convento de S. Francisco (do qual resultou a edição de um CD gravado ao vivo) e a realização, em 2007, dos Primeiros Encontros Internacionais da Guitarra Portuguesa, com o Alto Patrocínio da Caixa Geral de Depósitos.
Ao longo destes anos, tem vindo a desenvolver uma actividade continuada em toda a Região Centro, essencialmente pautada pela realização de concertos com um reportório que se identifica com a sua constituição clássica interpretando compositores barrocos, clássicos, românticos e contemporâneos, nas vertentes concertísticas e Sinfónicas. Apresenta também programas com excertos para voz e coro das obras mais célebres da literatura musical europeia e ainda um extenso reportório da Canção de Coimbra e da Região Centro com o apoio solístico da Guitarra Portuguesa. Também tem vindo a multiplicar a actuação de formações de câmara (trios, quartetos e quintetos, entre outras), disponibilizando assim um leque variado de programas/reportórios, em função das circunstâncias/local dos eventos.
A OCC assinala, em 2008, sete anos de actividade ininterrupta.
A OCC tem a sede, bem como a gestão cultural, no Pavilhão Centro de Portugal em Coimbra

Rui Namora – Guitarra Clássica
Em 2003, depois de se licenciar em Ciências Farmacêuticas na Universidade de Coimbra, é admitido na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto, na classe do Prof. José Pina, onde se diplomou recentemente. Participou em masterclasses com José Pina, Alberto Ponce, Margarita Escarpa, Joaquín Clerch, Alex Garrobé, Gunnar Spjuth e Julius Kurauskas. Tem vindo a apresentar-se em público a solo e integrando grupos de música de câmara, nomeadamente no Festival de Guitarra de Coimbra (Capital Nacional da Cultura 2003), Museu Nacional de Machado de Castro e Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, Rivoli Teatro Municipal (Porto), Museu da Música e Palácio Galveias (Lisboa), Museu Alberto Sampaio (Guimarães), entre outros. Com Paulo Soares (guitarra portuguesa), apresentou-se com a Orquestra do Norte, e nos Festivais Internacionais de Guitarra de Santo Tirso e de Sernancelhe.

Virgílio Alberto Valente Caseiro
Nasceu em Ansião em 1948. Possui o Curso Superior de Música (Canto) do Conservatório Nacional de Lisboa. Fez também Composição. Licenciou-se em Ciências Musicais na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Nova de Lisboa. Mestre em Ciências Musicais, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Tem especialidades em Musicoterapia, Direcção Coral e de Orquestra.
Entre outros, trabalhou com Mário Sousa Santos, Fernanda Rovira, Mário Mateus, Fernanda Correia, Joana Silva, Rudolph Knohl, João de Freitas Branco, Constança Capdeville, Rui Vieira Nery, Gerard Doderer, Christopher Bochmann, Fernando Eldoro, Pierre von Hawe, Jos Wuytack e Murray Schaefer. Foi Musicoterapeuta cerca de 10 anos, trabalhando com crianças portadoras de deficiência mental. Foi Maestro e co-fundador do Coro dos Professores de Coimbra, no ano de 1981/82. Foi Maestro e co-fundador da Orquestra de Câmara de Coimbra no início da década de 90. Foi Maestro do Orfeon Académico de Coimbra no período de 1982 a 1996. Enquanto ao serviço deste organismo foi homenageado com a indicação do seu nome para a Sala de Direcção do organismo, nas instalações académicas da A.A.C. Foi Maestro e fundador (1997) do grupo coral masculino Schola Cantorum. Foi Maestro da Orquestra da Associação de Antigos Tunos da Universidade de Coimbra, de 1999 a 2003. Foi Maestro do Coro do Hospital Pediátrico de Coimbra.
Como musicólogo, tem realizado inúmeras conferências e comunicações, em Portugal e no Estrangeiro, em colaboração com instituições como a Universidade de Coimbra, Universidade de Trás-os-Montes, Universidade de Aveiro, Direcção Geral da Extensão Educativa, Ministério da Educação, Sindicato dos Professores, Associação Portuguesa de Educação Musical, Instituto Politécnico de Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Bragança, etc. Como maestro e cantor tem realizado concertos em Portugal e ainda em países como Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Dinamarca, Itália, Vaticano, Angola, Canadá, Brasil, Estados Unidos da América, Russia e Japão. Tem publicados os livros O Orfeon Académico de Coimbra – das Origens à Actualidade; Novas Canções para Coimbra; Manual de Radiomodelismo Automóvel.
É colaborador da imprensa e da rádio regionais. Tem vindo a desenvolver, há cerca de 30 anos, uma experiência metodológica de Expressão Musical na ACM de Coimbra, com crianças em idade pré-escolar e escolar, com o objectivo de investigar o contributo da música no desenvolvimento e amadurecimento cognitivo, afectivo e motor. Desenvolveu, até à sua aposentação, actividade docente na Escola Superior de Educação de Coimbra, onde foi Professor Adjunto de nomeação definitiva, tendo à sua responsabilidade a cadeira de Direcção Coral e Instrumental, bem como a de Prática Pedagógica. Desenvolve actividade musical no grupo medieval e renascentista Ars Musicae, desde 1985, onde é director artístico, cantor e instrumentista, bem como no grupo de canção coimbrã Cancioneiro de Coimbra onde é cantor desde 1982. Desde 2001 que assumiu a direcção e responsabilidade artística da Orquestra de Câmara de Coimbra (a partir de 2005 Orquestra Clássica do Centro) sendo também seu Maestro Titular. Em 2002 assumiu a responsabilidade artística da Orquestra Para-Sinfónica Juvenil de Coimbra. Em 2003 foi agraciado com o diploma de Mérito Profissional, entregue pelo Rotary Club de Coimbra. Iniciou em 2003 as funções de Maestro do Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra. Em 2004 foi agraciado com a Medalha de Mérito, atribuída pela Câmara Municipal de Ansião. Ainda em 2004 foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural, atribuída pela Câmara Municipal de Coimbra, como reconhecimento do trabalho de intervenção musical e cultural que ao longo dos anos tem vindo a assumir na cidade, bem como na zona centro do país. Já em 2006 foi agraciado com o prémio Prestígio Salgado Zenha, pela Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra, como reconhecimento do trabalho desenvolvido em prol da Academia e da Cidade. Ainda em 2006 e por decisão de Sua Ex.ª o Presidente da República, recebeu a Comenda da Ordem de Santiago de Espada.

09
Abr
09

Espectáculo em Ílhavo

O próximo espectáculo dos Verdes Anos será este Sábado, dia 18 de Abril, em Ílhavo.